quinta-feira, 28 de agosto de 2008

like an icon

Já estou sem dormir só de pensar no show de Madonna, que teve sua estréia da nova turnê “Stick and Sweet”, neste sábado, dia 23 na Inglaterra, e que em dezembro estará aqui no Rio. Esse ano começou freak para os seguidores de M-dalla, já no início do ano rolava as expectativas do novo disco, que traria um formato total R&B. Em abril então, chegou o tão esperado álbum, que não agradou a muitos, mas para os mais especializados, foi considerado como muito bem produzido. Então surgem os vídeos de 4 minutes e Give to me; o anúncio da turnê, a comemoração de 50 anos - com corpinho de 25 - e depois de 15 anos, a confirmação de seu retorno ao Maracanã! Gracias!
Esse vai ser um post long drink, como diz o Lula (Rodrigues). Sim, porque a cada álbum lançado Madonna muda tudo e surpreende. Com um pequeno detalhe, isso se repetiu 11 vezes em 25 anos. Ela se re-inventa a cada lançamento com um apelo visual de dar inveja. São mudanças de estilo, comportamento e musicalidade no seu gênero pop(de raiz). Tudo começou em 1982, quando ela chega à NY e começa aulas de dança, compõe músicas com o namorado e trabalha na lanchonete Dunkin' Donuts, além de outras cozitas feitas por ela, mas vamos deixar isso quieto. Depois de ter uma banda que tocava nos clublinhos da Big Apple, ela grava seu primeiro disco e estoura com o hit “Everybody”. Já essa época, Madonna experimentava seu senso fashion, usando polaina de dia, por causa do balé e à noite muita langerie com roupas de brechó, estilo que fez a cabeça das adolescentes anos mais tarde. Em 1984, seu segundo álbum “like a virgin” se torna um estouro em vendas e Madonna ganha notoriedade mundial ao se apresentar no MTV Vídeo Music Awards daquele ano, vestida de noiva numa performance ousadíssima para a época.

Dando um salto para 1990, ela lança o single “Vogue” - um dos meus preferidos – onde a música faz uma homenagem aos grandes nomes do cinema e por seu ritmo contagiante, ganha as pistas de dança de todas as partes do planeta. O vídeo clip de Vogue é um dos mais fashionistas de sua carreira, com referências à grandes fotógrafos de moda do começo do séc. XX. Ainda no início da mesma década, sua parceria com o estilista Jean Paul Gaultier, Madonna cria uma das imagens mais icônicas da história do show bizz, para sua turnê “ Blond ambition tour”, o sutiã de cone. Nesse mesmo período, ela lança o documentário “Na cama com Madonna” e o polêmico single “ Justify my Love”, novamente com o visual Marilyn, mas desta vez mais bitch chic.



Em 1992, é lançado o álbum “Erótica”. Eu me lembro que fiquei fascinado com aquela estética metálizada da capa do disco e que seria a fotografia do vídeo do single Erotica em que ela beija Naomi Campbell, dizendo ‘put your hands all over my body'.

Então em 1998, depois de virar mãe e ter adotado a Cabala, Madonna lança o album "Ray of Light", com um discurso e musicalidade tolamente zen e espiritualizada. Esse álbum foi considerado pela crítica mundial como um dos melhores de sua carreira. Ela então com seus 40 anos, aparece incrivelmente magra e jovem no clip da música tema do álbum.

Desde Erótica, Madonna exerce uma atração que me leva a comprar seu álbum no primeiro dia do lançamento, e assim aconteceu com “Music”. Pela primeira vez, é possível ouvir Madonna cantando baladinhas ao som de violão, e já era perceptivel sua vontade de criar hits eletrônicos, como o single “Future Love”. Mas só para refrescar sua memória, ela já havia sido percussora de experiência eletrônica em 1994 com o hit Bedtime Stories, que deu origem ao vídeo clip mais high trip feito por ela.

Em 2003 é lançado o álbum "American life", que apesar de ter sido um fracasso em vendas, trouxe ótimas canções como Love profusion e Hollywood. Mas foi em novembro de 2005 que veio a grande surpresa. Estava no escritório, quando vi uma nota num site de notícia, sobre o lançamento do novo álbum de Madonna, logo fui em seu site oficial, e na intro logo soava o sample do ABBA, com a frase em letras vermelhas com um globo espelhado: "every Litlle thing that you say or do, I´m hung up, I´m hanging up on you, waiting for your call baby night and Day I´m fed up . I´m tired on waiting for you”. Tive que abaixar o volume porque todos ouviram aquele estrondo. Então pensei: ela vai estourar com esse álbum, e não deu outra, quando ouvi Hung up pela primeira vez, fiquei hipinotizado com o ritmo total disco. Ao ouvir Get Together eu quase chorei, porque música eletrônica com “alma”, não é algo que se ouve por aí a qualquer hora, e foi o que ela conseguiu fazer com o single, a música é deliciosamente dançante, com uma mistura de sintetizadores que flertam com a voz baixinha de Madonna dizendo "down, down in your heart, find, find, find the sicret". Jump também foi outro ponto fortíssimo do álbum. Com uma letra de auto-ajuda e com o clip uma referência ao esporte Le Pacour - considerado o mais cool daquele momento - a música foi tema do filme "O Diabo Veste Prada".

"Confession on a dance floor" foi um álbum que além de atraente musicalmente, trouxe Madonna numa estética que simplesmente a deixou linda, adotando um visual com o que teve de melhor do início dos anos 80, cabelos a lá Farrah Fawcet e um corpo menos músculos, que a deixou com pernas mais feminina e até com uma 'bundinha'. Em abril de 2007 ela é garota propaganda da fast-fashion Sueca H&M, protagonizando outro momento alto com looks sofisticados. Meses depois, é lançado a revista W, com um editorial de fotos clicado pelo fotografo Steven Klein.


Madonna protagoniza um visual hípico, que seria usado na abertura da Confession Tour. Já a “Stick and Sweet” é marcada por uma visual bem descontraído, usando um cabelo cacheado e franja em alguns momentos do show, que acredito ter sido cuidadosamente planejado para dar um ar “garotinha” a ela para contrastar com a comemoração de seu aniversário de 50 anos. Minhas preces foram atendidas, e agora só me resta aguardar até dezembro.

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